21 - Tomate (As Guerras Santas - 5)


Durante a guerra, Deus criou o tomate, pra fazer sucos, molhos de macarrão e p'ra acabar de uma vez por todas com As Guerras Santas, episódio fatídico (e fastidioso), aqui relatado.

Antes de começar a conversa civilizada, Deus puxou Micael de lado e deu um tomate p'ra ele.

-Você poderá precisar disto. -Micael ficou meio curioso, mas colocou a fruta no bolso de sua bata e continuou o caminho até o trono de Samael. Á medida em que eles se aproximaram, Samael disse:

-Tecnicamente eu ganhei. Se não fossem os elefantes, minha horda teria ganhado.

Deus observava em silêncio.

-Ok -disse Micael irritado. -Agora vamos resolver essa palhaçada na espada! Sem essa bobagem de frutas ou pólvora, só eu e você!

-Você sabe que eu sou mais poderoso agora, Mica. Vamos dividir o Éden e acabar com isso!

O anjo não queria saber de conversa, pulou p'ra cima do outro. Micael saltava, girava, balançava a espada, Samael não precisava de muitos movimentos para se esquivar. O anjo continuava em suas investidas, corria de um lado p'ra outro, e começava a ficar muito cansado. Samael nem havia sacado a espada.

Deus bocejava. 'Isso vai demorar...'

Foram 45 dias e 45 noites assim, até que o general dos anjos caiu sentado, exausto da batalha.

Com o barulho da queda, Deus acordou sobre-saltado 'ACABOU?!'. Samael ainda estava em pé na frente do trono. Micael desistira, desencanara, entregara os pontos, jogara a toalha, encerrara a conta.

-Certo. Você talvez possa ser um pouco mais poderoso que eu.

Samael sacou sua espada e sem dizer nada, estocou. Para sua surpresa, viu a roupa do anjo, aos poucos, se tingindo de vermelho. Nem ele, o Coisa Ruim esperava por isso.

-Ai cacete, não éramos todos imortais?! -exclamou enquanto o general caía morto.

Deus arregalou os olhos, enfurecido.

-Cê tá bem loco mano?! Sabe o trampo que deu pá criá uns anjo firmeza desse? Belê que o cara nem era um gênio, pá, mais sentá a ponta no truta é mancada, véi.

-Senhor, não sei o que dizer! -Samael estava embasbacado, não só pela tremenda cagada, como pelo linguajar de Deus.

-Aê, tua batata já assô truta, vô mandá ocê comê capim pela raiz, tú vai durmí c'os pexe, malandro!

*Momento de efeitos especiais*

O céu se tornou vermelho, um redemoinho de fogo desceu e queimou as asas de Samael. Sua espada se consumiu em cinzas e sua auréola caiu no chão.

A voz de Deus se ergueu para todo o infinito

-Vai passear, maluco.

*Fim do momento*


Samael baixou a cabeça e foi p'ro inferno a pé.

Micael abriu um olho, viu que Samael tinha ido embora. Levantou-se, deu uma piscada p'ra Deus.

-Maravilha de fruta essa.

-É, meu filho e faz um molho al sugo, daqui, ó! Tá com fome?

-Tô sim.

E assim acabaram As Guerras Santas.

2 comentários:

Erika disse...

Muito bom o fim dessa história...
Mais uma vez eu subestimei o poder de uma fruta....
Nota mental: sempre andar com um tomate.
Bjos e bom feriado pra vc!

l-mesquita disse...

CARA
HAHAHAAHAHAHAHAHAAHAHH

meu deus é O CARA
mas O CARAA MESMO

SENSACIONAL
o momento efeitos especiais eh fantastico!
principalemnte aliado as gírias de mano!